A Sós …

Ainda hoje sinto este amargo agri-doce
de noites mal dormidas à procura de mim próprio.
Nestas quatro paredes,
que delimitam o meu quarto fechado,
guardo nelas todos os meus sonhos,
desejos insatisfeitos …
Memórias de um passado bem presente,
em que todos estão ausentes, menos eu …
Memorizar ou lutar a todo o custo,
o preço de toda uma sensibilidade.
Memorizar ou Acusar,
mulheres soltas nas ruas,ao sabor do vai-e-vem,
de homens sedentos de sei-lá-o-quê …
Memórias de amores já gastos,
feitos gente para nos assediar.

Deixem-me Só, estou sedento de Solidão.
Grito nestas quatro paredes,
toda uma vida de paixões sem memória …
Vou abrir a porta do meu coração,
este quarto frio , está infeliz,
sexualizado e impróprio para mim.
A Sós faço Amor Sózinho,
e morro sedento á espera de Ti!

Dora La Rua
23 Março 2013 (colecção poesias 1987)

Advertisements

~ by daluar on March 23, 2013.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: